Como se chama o teu Disco?

by O Grilo e a Longifolia

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about

Carimbo Porta-Jazz 2016

credits

released May 18, 2016

João Grilo | Piano
Pedro Almiro | Drums
Filipe Louro | Double Bass

José Soares | Alto Saxophone (2, 4 e 8)
Fábio Almeida | Alto Saxophone (4)
Sara Yasmine | Voice (2, 9 e 10)
Andrea Conangla Fernandes | Voice (2 e 7)
Alexandra Natura | Voice (1)
Afonso Santos | Voice (5)


Composed by João Grilo

Arranged by João Grilo with contributions from Filipe Louro, Pedro
Almiro, Filipe Fernandes, Mariana Costa and Mané Fernades.

Recorded by Tiago Ralha, Tiago Candal, Jorge Martins, at Teatro Helena Sá e Costa, Dez.2015, Porto.

Edited & Post-producted by João Grilo, Tiago Ralha

Mixed & Mastered by Tiago Ralha

handmade cover art by mariamonica.com

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O Grilo e a Longifolia Porto, Portugal

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Track Name: Quando for grande
Quando for grande
quero pensar no que vou querer ser
quando for grande
e quero :

ser marinheiro de madrugada,
carteiro ciclista,
jardineiro na hora do almoço do inverno,
dar boas mãos aqui e ali,
ser escritor de ocasião,
artesão de sons,
agricultor de pequena escala,
bailarino mediano ocasional,
investigador de curiosidades variadas,
cozinheiro de almoços e jantares amigáveis,
concertador de insignificâncias,
matemático amador,
coleccionador de coisas,
realizador de eventualidades,
troçador da vida,
tocador de viola,
advogado de algumas causas decentes,
docente de música,
desportista matinal e crepuscular,
inventor de uma data de coisas,
baterista apresentável,
massagista empenhado e informado,
sonhador quanto baste,
exigente mas no troppo,
fluente da língua Italiana e Alemã,
comedor aficionado de Romã,
pintor relativamente capacitado,
desenrascador perseverante,
viajante de temporadas,
Segundo-Ministro de nada,
seguidor atento do mundo em redor,
conhecedor de boas e más políticas,
descobridor de montanhas,
fotógrafo de sucedências,
bebedor de bom vinho,
passageiro no Minho,
fumador controlado mas consolado,
maquinista
e
poeta de versos e listas como esta.
Track Name: O Tempo
Estás a ver,
ali ao fundo,
aquela linha estreita
invisível?

ali
entre o agora
e o depois,
aquela linha turva
que quando olhas
faz de conta que desaparece
mas está lá
turva e silenciosa
cheia de quietude
no extremo do sorriso

Sim, essa
que se multiplica
na borda dos olhos
e se estende
no plano da face

e do riso

aquilo que parecem
as linhas de amanhã
no horizonte lateral
dos rostos

Essa que,
ora é
elegante e curvilínea
ora se some
nos espelhos do sol


essa linha
é toda a mesma


mesmo aquela
que separa
arroxeada
a rocha
da geada,
que é como quem diz
a montanha
do céu,

Sabes essa?

A que faz lembrar
o nevoeiro íntimo
no meio dos corpos
quando
uns nos outros
vão em verão


e
a linha funda e surda
que separa os lábios?

aquela,
que mal se faz
desaparece,
da trajectória
húmida e fugaz
de uma andorinha

lá ao longe

estás a vê-la,
ali
entre
o corpo recto da planta
e
a preguiça
do vento?

essa linha
é o tempo.

é nosso amigo

vamos deixá-lo,
de quando em vez,
passar devagarinho?
Track Name: Canção de Embalar
Não faz mal dizer ao mundo
que falhaste e que tens medo
afinal quem não o tem
e quem não errou também?

Depois de ter dito tudo
vai deitar-te e dorme bem
amanhã o dia é novo
e está cá pra ti também
Track Name: Bolor Radioactivo
Há na estrada rostos exactos
os corpos são automáticos

Há no sol,
bolor radioactivo

O mundo é desigual
daqui vê-se mal

Há no sol,
bolor radioactivo

Uns andam com a fome
na mão
sabes disso em vão

Há no sol,
bolor radioactivo